O crédito habitação em Portugal está a passar por uma transformação significativa. Depois de um 2023 desafiante, com taxas de juro elevadas e menor concessão de crédito, o ano de 2024 surpreendeu com sinais positivos. E os dados mais recentes mostram que 2025 continua a ser um ano promissor para quem quer comprar casa com financiamento.
Segundo o Banco de Portugal, em 2024 foram assinados mais de 125 mil contratos de crédito habitação, um aumento de 26,6% face a 2023. O montante total financiado cresceu ainda mais: 32%, atingindo os 17,9 mil milhões de euros — uma média superior a 1.490 milhões de euros por mês.
O que explica este crescimento? Entre os principais fatores estão a descida progressiva das taxas de juro, a melhoria do rendimento disponível das famílias, a isenção de IMT e Imposto de Selo para jovens até aos 35 anos, e os apoios à entrada com garantia do Estado. Tudo isto contribuiu para reanimar a procura e facilitar o acesso ao crédito.
Taxa variável: menos usada, mas com spreads mais baixos
Apesar de ter perdido protagonismo, o crédito com taxa variável continua a representar uma fatia relevante do mercado, especialmente entre perfis mais tolerantes ao risco. E há boas notícias para quem ainda opta por este modelo: os spreads médios continuam a cair.
Outro sinal da mudança: há uma crescente preferência pela Euribor a 12 meses (27,5% dos contratos), que vem substituindo a Euribor a 6 meses (ainda dominante com 71,3%). A Euribor a 3 meses praticamente desapareceu (1,3%), refletindo a aposta em prazos mais longos e estáveis, sobretudo num contexto em que os juros já começaram a descer.
O que significa tudo isto para quem quer comprar casa?
Os dados mostram que o crédito habitação está mais acessível, mas também mais competitivo. As instituições financeiras estão a ajustar as suas ofertas para captar clientes, especialmente com produtos mais flexíveis como a taxa mista e spreads reduzidos.
Para quem está a pensar comprar casa em 2025, o contexto pode ser favorável, desde que o processo seja feito com planeamento e acompanhamento profissional:
A taxa mista pode ser uma boa solução para quem quer segurança nos primeiros anos, mas está atento à evolução futura das taxas de juro;
A queda dos spreads pode tornar a fase variável menos pesada, mas continua a ser fundamental simular cenários diferentes;
E com a crescente utilização de intermediários de crédito (responsáveis por 56% dos novos contratos em 2024), é cada vez mais importante comparar várias propostas e contar com apoio especializado.
O crédito habitação em Portugal entrou numa nova fase: mais contratos, spreads mais baixos e taxa mista como nova norma. Para quem procura casa, o momento pode ser de oportunidade, mas exige atenção às condições, prazos e às flutuações da Euribor nos próximos anos.
Na Mundo do Crédito, acompanhamos todas estas mudanças de perto para ajudar a tomar decisões informadas e seguras. Fale connosco.
2025 em alta: o boom do crédito habitação em Portugal
O crédito habitação em Portugal está a passar por uma transformação significativa. Depois de um 2023 desafiante, com taxas de juro elevadas e menor concessão de crédito, o ano de 2024 surpreendeu com sinais positivos. E os dados mais recentes mostram que 2025 continua a ser um ano promissor para quem quer comprar casa com financiamento.
Segundo o Banco de Portugal, em 2024 foram assinados mais de 125 mil contratos de crédito habitação, um aumento de 26,6% face a 2023. O montante total financiado cresceu ainda mais: 32%, atingindo os 17,9 mil milhões de euros — uma média superior a 1.490 milhões de euros por mês.
O que explica este crescimento? Entre os principais fatores estão a descida progressiva das taxas de juro, a melhoria do rendimento disponível das famílias, a isenção de IMT e Imposto de Selo para jovens até aos 35 anos, e os apoios à entrada com garantia do Estado. Tudo isto contribuiu para reanimar a procura e facilitar o acesso ao crédito.
Taxa variável: menos usada, mas com spreads mais baixos
Apesar de ter perdido protagonismo, o crédito com taxa variável continua a representar uma fatia relevante do mercado, especialmente entre perfis mais tolerantes ao risco. E há boas notícias para quem ainda opta por este modelo: os spreads médios continuam a cair.
Outro sinal da mudança: há uma crescente preferência pela Euribor a 12 meses (27,5% dos contratos), que vem substituindo a Euribor a 6 meses (ainda dominante com 71,3%). A Euribor a 3 meses praticamente desapareceu (1,3%), refletindo a aposta em prazos mais longos e estáveis, sobretudo num contexto em que os juros já começaram a descer.
O que significa tudo isto para quem quer comprar casa?
Os dados mostram que o crédito habitação está mais acessível, mas também mais competitivo. As instituições financeiras estão a ajustar as suas ofertas para captar clientes, especialmente com produtos mais flexíveis como a taxa mista e spreads reduzidos.
Para quem está a pensar comprar casa em 2025, o contexto pode ser favorável, desde que o processo seja feito com planeamento e acompanhamento profissional:
O crédito habitação em Portugal entrou numa nova fase: mais contratos, spreads mais baixos e taxa mista como nova norma. Para quem procura casa, o momento pode ser de oportunidade, mas exige atenção às condições, prazos e às flutuações da Euribor nos próximos anos.
Na Mundo do Crédito, acompanhamos todas estas mudanças de perto para ajudar a tomar decisões informadas e seguras. Fale connosco.