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Mais de metade dos novos créditos habitação são pedidos por jovens até aos 35 anos

24 de Novembro, 2025 mribeiro 0 Comments

O acesso à habitação continua a ser um dos grandes desafios das novas gerações, mas os números mais recentes mostram um facto surpreendente: os jovens estão a liderar a contratação de crédito habitação em Portugal.

De acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal, mais de 50% dos novos contratos celebrados entre janeiro e agosto foram assinados por clientes com menos de 35 anos. Esta tendência reflete não só a vontade crescente dos jovens em adquirir casa própria, mas também o impacto das medidas públicas e das condições de mercado atuais.

Um perfil jovem num mercado exigente

Entre janeiro e agosto, foram formalizados 70.414 novos contratos de crédito habitação, totalizando quase 12 mil milhões de euros.
Destes, 38.634 contratos, mais de metade, foram pedidos por jovens até aos 35 anos, correspondendo a cerca de 7,1 mil milhões de euros de financiamento.

Estes números revelam que, apesar das dificuldades relacionadas com preços elevados, taxas de esforço apertadas e necessidade de entrada inicial, os jovens continuam determinados a entrar no mercado imobiliário.

Nem todos recorrem à garantia pública do Estado

A garantia pública para jovens, que permite pedir até 100% do valor do imóvel, foi um dos incentivos mais discutidos nos últimos anos. No entanto, apenas 40% dos jovens que contrataram crédito habitação recorreram a este apoio, ou seja, cerca de 15.307 contratos.

Isto significa que, apesar da ferramenta estar disponível, muitos jovens continuam a preferir soluções tradicionais, seja por já terem poupança para a entrada inicial, seja por encontrarem condições competitivas nos bancos sem necessidade de recorrer à garantia.

Curiosamente, os dados mostram ainda que os jovens que usaram a garantia pública tiveram um valor médio de empréstimo superior ao dos restantes contratos, refletindo a sua utilização sobretudo em imóveis com preços mais elevados ou em situações de maior necessidade de financiamento.

Vários fatores ajudam a justificar esta tendência:

  1. Necessidade de independência e estabilidade: Os jovens procuram cada vez mais alternativas ao arrendamento, marcado por preços elevados e baixa oferta;
  2. Taxas de juro em fase de estabilização: Apesar das flutuações da Euribor nos últimos anos, a estabilização recente trouxe maior previsibilidade às prestações:
  3. Incentivos públicos: A garantia pública para jovens e os programas municipais de apoio à habitação continuam a atrair novos compradores.
  4. Maior literacia financeira: O acesso à informação, simuladores e apoio de intermediários tem facilitado decisões mais informadas.

O que isto significa para quem está a pensar comprar casa?

A entrada de mais jovens no mercado mostra que, apesar das dificuldades, é possível comprar casa antes dos 35 anos com planeamento, acompanhamento e análise cuidadosa.

As principais recomendações incluem:

  • Avaliar a taxa de esforço e garantir que não ultrapassa 35% do rendimento;
  • Comparar várias propostas e spreads;
  • Ponderar o uso (ou não) da garantia pública do Estado;
  • Procurar apoio especializado para evitar decisões precipitadas.

O aumento expressivo de jovens no crédito habitação mostra uma mudança clara no mercado imobiliário português. Com mais informação, mais apoio e mais ferramentas de comparação, a nova geração está a dar passos firmes rumo à casa própria e a moldar o futuro do crédito habitação em Portugal.

Se está a pensar avançar para a compra da sua primeira casa, o Mundo do Crédito está aqui para ajudar em cada fase do processo. Fale connosco e descubra qual é a solução mais vantajosa para o seu caso.

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